Quantas condenações prematuras e sem saber todos os factos ou “provas” vociferei apontando em várias direcções, que nem me eram necessárias mais provas. Julguei saber avaliar só com o que via. Quantas sentenças de morte apliquei, quantos dedos indicadores levantei. Mas nunca o senti no meu peito.
Fartei-me de me achar a Mrs. Know it all. Ou de me mostrar dessa forma . Toda a gente engoliu a pessoa segura, firme e senhora do seu nariz que eu vendi. Eu nunca soube nada. Nunca me soube ajudar. Guardei tanto de mim de tanta gente, de toda a gente, que me esqueci de como sou na verdade. Do que sou. Do que valho. Se valho.
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