quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Livre = feliz?

O que significa ser-se livre? Será o não sentir necessidade de se dizer onde , como ou com quem se vai onde quer que seja? Ou será mais?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Depois de uma conversa perturbante com alguém que muito amo, apercebo-me que muitas vezes as escolhas que fizemos poderão ter envolvido sentimentos de dependência, falta de alternativas (ou a crença de que elas não existiam) receio de se estar só, entre tantos outros factores....mas que fizeram com que essas decisões tenham sido não tão conscientes quanto seria desejável. E depois descobre-se (ou talvez ainda não....: - /    ) que se podia, devia ou queria estar noutro sítio, a fazer something else, e a ser feliz..... mas que agora ao fim de de se estar casada há tanto tempo (há precisamente 42 anos) talvez seja tarde de mais.....
 

Talvez não seja tarde.... mãe.  Mas neste momento preciso de me concentrar egoisticamente em mim. Como eu queria poder ajudar-te, mas há já algum tempo que (feliz ou infelizmente) percebi que não posso viver a vida de outras pessoas, nem mesmo a tua .....e tu nem sequer queres ver (ou parece que já perdeste a capacidade de fazer esse tipo de insight) que por vezes é mais fácil do que tu julgas. Fico triste por ti, por vocês dois. Espero que não te....que não vos seja tarde demais. (Even if that means breaking up).


Neste momento para mim essa sensação está intimamente ligada com a necessidade de não depender de ninguém, de não ser a Sandra de ninguém, de ser apenas a Sandra. Não sentir obrigação de ficar com alguém porque sim.


Saber quem sou, o que quero, como quero e onde quero.


Se eu tiver de ficar com alguém (seja em que altura for, embora nem seja isso que a minha cabeça ou coração estarão à procura agora) que seja por amor, que seja por sentir que juntos nos complementaremos e não nos entristeçamos ou magoemos mutuamente como...dois alguéns que infelizmente vejo diariamente e constato que possivelmente esse amor já terá acabado entre eles....posso não saber exactamente como lá chegar, mas sei aquilo que não quero para mim....e isso eu não quero.
 

Irão sempre haver (como uma mulher madura, experiente e sábia me disse há uns dias) decisões a ser tomadas e nenhuma delas implica apenas coisas boas (como eu queria que isto fosse mentira, tornaria tudo mais fácil saber se o que decidimos é o melhor ou não pois dessa forma teríamos a certeza de nunca magoar ninguém!!!). Cada decisão está sempre carregada com consequências boas e consequências menos boas, mas o importante é que uma vez tomada não se fique a olhar para as opções não tomadas. Não olhar para trás , seguir e aceitar o que se escolheu, mas se mesmo assim se sentir que fizemos uma má escolha então há que reflectir e optar/decidir novamente. Não há impossíveis. O impossível existe no medo que colocamos nas coisas que temos medo de conseguir. Pois é.


Se calhar felicidade é por aí....algures entre sentir-se livre e com mais opções e quando se tomar/escolher saber porque se escolheu a opção A, B, C, D ou qualquer outra em detrimento das restantes.



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