quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Boa viagem : )

(de dia 11 Fevereiro)

Paula,

não quiseste flores no teu funeral, pois sempre foste uma mulher simples, forte, obstinada, que dizia as coisas como as sentia, independentemente a quem pudesse doer, mas quem te conhecia bem sabia-te dócil, e bastante reservada, diria mesmo tímida.

O que te custou mais em deixar esta vida não terá sido de todo teres sentido a injustiça que é por te ter acontecido a ti tudo isto, e apesar de toda a luta, perderes para o cancro uma batalha com tanta vida a jorrar de dentro de ti, mas sim a preocupação em deixares o teu Zé e os teus dois filhos.

Creio que não se te viram em momento nenhum em vida lágrimas de pena de ti própria, pois eras quem dava força a quem te rodeava, tratavas a morte por tu e como uma companheira que sabias que te iria apanhar mais cedo ou mais tarde. Foi mais cedo. A morte não escolhe. Então como faz? Não será só o Zé, os teus filhos, toda a tua família e amigos presentes que ficaram que te sentirão a falta, mas o mundo precisa tanto de pessoas como tu, com força, que levam tudo à frente.

Desejo que continues a tua caminhada de cabeça erguida como o fizeste em vida e que a forma como tocaste as vidas de quem te rodeia te faça sorrir e te aqueça a alma, de onde quer que possas estar a observar.

Foste e serás sempre uma GRANDE MULHER.





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